<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-36097238</atom:id><lastBuildDate>Fri, 04 Dec 2009 13:34:40 +0000</lastBuildDate><title>Livre_expressao</title><description></description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Livre expressão)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-614874623738926786</guid><pubDate>Tue, 03 Mar 2009 23:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-03T15:59:06.030-08:00</atom:updated><title>Amor Bastante</title><description>Quando eu vi voce&lt;br /&gt;tive uma ideia brilhante&lt;br /&gt;foi como se eu olhasse de dentro de um diamante&lt;br /&gt;e meu olho ganhasse&lt;br /&gt;mil faces num so instante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;basta um instante&lt;br /&gt;e voce tem amor bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Leminski&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-614874623738926786?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2009/03/amor-bastante.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-646995243571245259</guid><pubDate>Wed, 28 Jan 2009 04:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-27T20:54:27.843-08:00</atom:updated><title>Clara</title><description>Eu sentei embaixo da arvore &lt;br /&gt;E fiquei observando ela andar de bicicleta&lt;br /&gt;Andava em círculos e fechava os olhos nas curvas mais abertas&lt;br /&gt;Ela sorria e piscava de vez em quando&lt;br /&gt;Usava fones de ouvido e devia estar escutando rock&lt;br /&gt;Não daqueles pesados&lt;br /&gt;Ou desajeitados&lt;br /&gt;Devia mal prestar atenção nos solos de guitarra&lt;br /&gt;Nas linhas de baixo&lt;br /&gt;Na voz do cantor&lt;br /&gt;Apenas cabia no contexto e por isso ela cantava junto&lt;br /&gt;Inventando a letra quando não sabia o resto&lt;br /&gt;E pouco se importava.&lt;br /&gt;Ela não sabia falar inglês&lt;br /&gt;Não usava perfume importado&lt;br /&gt;E so comia carne aos fins de semana&lt;br /&gt;Quando ia na casa do pai. &lt;br /&gt;Na escola, sentava na ultima carteira&lt;br /&gt;E ficava olhando pela janela&lt;br /&gt;O professor já sabia&lt;br /&gt;E por isso fazia a ela a pergunta mais dificl&lt;br /&gt;Ela respondia com precisão.&lt;br /&gt;Um dia ela resolveu que iria pegar um barco.&lt;br /&gt;Barco grande&lt;br /&gt;Cheio de redes de pescador&lt;br /&gt;Pois ela não teve duvida.&lt;br /&gt;Mergulhou na parte funda do mar&lt;br /&gt;E nadou  nadou  nadou mar a fora&lt;br /&gt;Balançando sua linda calda prateada refletida com a luz do luar.&lt;br /&gt;As vezes canta enquanto eu durmo&lt;br /&gt;E eu sei que é para mim.&lt;br /&gt;Sorrio, viro pro lado, e volto a dormir em paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                         &lt;em&gt;Ariadne Catanzaro&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-646995243571245259?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2009/01/clara.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-7942626381596968702</guid><pubDate>Fri, 27 Jun 2008 20:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:05:59.840-08:00</atom:updated><title>Day after</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/SGVJ0VIUV6I/AAAAAAAAAE0/UxTDAfUNzEc/s1600-h/home+053.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/SGVJ0VIUV6I/AAAAAAAAAE0/UxTDAfUNzEc/s400/home+053.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216656906752645026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-7942626381596968702?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/06/day-after.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/SGVJ0VIUV6I/AAAAAAAAAE0/UxTDAfUNzEc/s72-c/home+053.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-5805608106173327244</guid><pubDate>Sun, 01 Jun 2008 04:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-31T21:52:36.305-07:00</atom:updated><title>Tic-tatear para não doer</title><description>Comecei a escutar o tempo passar&lt;br /&gt;Como a sensação de andar de carro com a janela aberta&lt;br /&gt;O tempo soprava no meu ouvido&lt;br /&gt;Ruía&lt;br /&gt;Gelava meu rosto.&lt;br /&gt;O tempo passava rápido demais&lt;br /&gt;Para que eu conseguisse agarra-lo&lt;br /&gt;Queria prende-lo&lt;br /&gt;Faze-lo parar&lt;br /&gt;Mas não tentei&lt;br /&gt;Já tinha maturidade o bastante para saber que ele não ia parar.&lt;br /&gt;Eu gritava por dentro: Parem os relógios, parem os relógios. &lt;br /&gt;Pare o vento de soprar&lt;br /&gt;Parem as ondas de quebrar&lt;br /&gt;Parem todos os furacões. &lt;br /&gt;Uma brusca ventania abriu a porta do meu peito&lt;br /&gt;Espatifou-se o meu coração no chão&lt;br /&gt;O tic tac do relógio só parecia repetir: ele me traiu. ele me traiu. ele me traiu.&lt;br /&gt;Eu tentei agarrar o tempo e faze-lo parar.&lt;br /&gt;Parar de tic-tactear na minha orelha&lt;br /&gt;Parar o tempo para ter tempo de pensar: e agora o que vou fazer?&lt;br /&gt;Posso fingir que não sei. Posso acreditar em qualquer coisa e manter o relógio tic-tateando.&lt;br /&gt;Pensei em voltar atrás, em recomeçar o dia em que o conheci.&lt;br /&gt;E se pudesse optar, não teria conhecido.&lt;br /&gt;Mas não consegui voltar o tempo.&lt;br /&gt;Então tentei acelera-lo. Para daqui uns dois anos, onde não saberei mais onde ele está&lt;br /&gt;Onde ele não saberá de mim&lt;br /&gt;Onde eu não vou ter que chorar as primeiras lágrimas desta dor. &lt;br /&gt;Usei toda a minha réstia de força para fazer o tempo parar.&lt;br /&gt;Quando abri os olhos, vi que os pássaros ainda cantavam. &lt;br /&gt;Não pude ouvir as ondas do mar, mas sabia que elas ainda quebravam.&lt;br /&gt;O vento havia parado de soprar o tempo no meu ouvido gelado&lt;br /&gt;Mas aqui dentro, meu coração, não tinha mais volta, estava estraçalhado em mil pedaços. Os pedaços se espalharam por muitas lembranças, e não consegui recupera-los para refaze-lo. &lt;br /&gt;Reconstruir um coração... ah isso leva tempo. Nem Deus conseguiria conserta-lo... nem em sete dias. Nem em sete anos. &lt;br /&gt;Essa tarefa era mesmo só minha.&lt;br /&gt;Eu sabia, sim já sabia, que o tempo continuaria a passar, e este sim, talvez pudesse me curar.&lt;br /&gt;Parei de tentar fazer o tempo parar. Queria agora que ele reencontrasse os pedacinhos de mim, os destroços do meu amor, e os juntasse, como um quebra cabeça infinito.&lt;br /&gt;Tive a certeza de que um dia, depois do tempo passar bastante, meu coração estaria intacto novamente.&lt;br /&gt;Então rezei, rezei com veemência para que o tempo voltasse a soprar no meu ouvido, me causando aquela tontura de dor, dor que eu sabia que um dia iria passar com o tempo. Talvez não passasse tão correndo no meu ouvido. Mas um dia passava. E eu não precisava esperar. Pois de nada adiantava.&lt;br /&gt;Eu sabia que não havia mais nada que eu pudesse fazer. Entreguei os pontos e fui chorar as primeiras lágrimas desta dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;                                                               Ariadne Catanzaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-5805608106173327244?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/05/tic-tatear-para-no-doer.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-9019318042867363787</guid><pubDate>Tue, 08 Apr 2008 23:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:00.182-08:00</atom:updated><title>Mil perdões - Chico Buarque</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R_wEup2gw_I/AAAAAAAAADQ/RN3RWVUgxhc/s1600-h/chico+buarque.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R_wEup2gw_I/AAAAAAAAADQ/RN3RWVUgxhc/s320/chico+buarque.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187026070378955762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Por fazeres mil perguntas&lt;br /&gt;Que em vidas que andam juntas&lt;br /&gt;Ninguém faz&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Por pedires perdão&lt;br /&gt;Por me amares demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Te perdôo por ligares&lt;br /&gt;Pra todos os lugares&lt;br /&gt;De onde eu vim&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Por ergueres a mão&lt;br /&gt;Por bateres em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Quando anseio pelo instante de sair&lt;br /&gt;E rodar exuberante&lt;br /&gt;E me perder de ti&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Por quereres me ver&lt;br /&gt;Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Por contares minhas horas&lt;br /&gt;Nas minhas demoras por aí&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Te perdôo porque choras&lt;br /&gt;Quando eu choro de rir&lt;br /&gt;Te perdôo&lt;br /&gt;Por te trair&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-9019318042867363787?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/04/mil-perdes-chico-buarque.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R_wEup2gw_I/AAAAAAAAADQ/RN3RWVUgxhc/s72-c/chico+buarque.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-6766222316249393427</guid><pubDate>Sun, 30 Mar 2008 18:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-30T11:32:17.710-07:00</atom:updated><title>Quando percebi que tinha medo</title><description>Quando percebi que tinha medo&lt;br /&gt;recuei.&lt;br /&gt;Não tive vontade de gritar ou de mostrar os dentes.&lt;br /&gt;Achei que a vida é mais do que uma ladeira escorregadia.&lt;br /&gt;Achei que eu não ia conseguir.&lt;br /&gt;Prossegui&lt;br /&gt;Com cuidado dobrado pelos carros que vinham cruzando&lt;br /&gt;Rodas prateadas&lt;br /&gt;Buzinas incessantes&lt;br /&gt;E faróis de milha. &lt;br /&gt;Na mira&lt;br /&gt;Muitas coisas que eu não conseguia focar.&lt;br /&gt;Um passa aqui e grita&lt;br /&gt;Outro levanta a mão&lt;br /&gt;E o som de música erudita me acorda. &lt;br /&gt;Há corpos estendidos no chão sujo&lt;br /&gt;E a frieza do outono &lt;br /&gt;Me corrói em culpa&lt;br /&gt;Pela falta de desejo e libido suspenso.&lt;br /&gt;Até achei que fosse possível&lt;br /&gt;Suspirei inúmeras vezes sem que viesses a notar.&lt;br /&gt;Escrevi teu nome mil vezes&lt;br /&gt;Para não desgrudares de mim.&lt;br /&gt;Mãos trêmulas e lábios molhados das lágrimas&lt;br /&gt;Chamavam por ti&lt;br /&gt;E tu já não sabias mais o que fazer&lt;br /&gt;Quantas lágrimas hei de chorar ainda&lt;br /&gt;Sem saber direito do que tenho medo&lt;br /&gt;Absurdas as cócegas&lt;br /&gt;As coceiras &lt;br /&gt;A cegueira e a gagueira.&lt;br /&gt;Um vômito sem ânsia&lt;br /&gt;E uma música sem melodia.&lt;br /&gt;Com o ritmo eu nem me preocupo mais.&lt;br /&gt;Frenética já fui&lt;br /&gt;Hoje danço dormindo&lt;br /&gt;Sem movimentos&lt;br /&gt;E com fantasmas ao redor&lt;br /&gt;Sempre eles. &lt;br /&gt;Do que eu estava falando mesmo?&lt;br /&gt;Esqueci de tocar no assunto&lt;br /&gt;Porque era mais cômodo.&lt;br /&gt;E o móvel acumula perfumes, rendinhas e transparências&lt;br /&gt;Óculos escuros escondem o inchaço&lt;br /&gt;E aspirina melhora a dor.&lt;br /&gt;Minha máscara já grudou na pele&lt;br /&gt;E eu espero que me fortaleça.&lt;br /&gt;Em vão.&lt;br /&gt;Medos são para se enfrentar.&lt;br /&gt;Mesmo que pareça mentira.&lt;br /&gt;Mentira, eu não gosto de contar.&lt;br /&gt;Conto carneirinhos, páginas, passos, metros, comprimidos e miligramas.&lt;br /&gt;Mas mentiras, eu não sei contar.&lt;br /&gt;Provações diárias e sorrisos falsos, que cobrem as lágrimas mais uma vez.&lt;br /&gt;Um rio que pára de fluir, não. Isso não existe.&lt;br /&gt;Não é possível, graças a deus. &lt;br /&gt;Flui, flui. Os quadris voltarão a se movimentar&lt;br /&gt;Sim, como não.&lt;br /&gt;Medos são em vão, pode crer e ter certeza disso.&lt;br /&gt;Mostre-me teu cartaz enfeitado.&lt;br /&gt;Aplaudirei sempre pela admiração que guardo em mim.&lt;br /&gt;Os medos vão evaporar e derreter.&lt;br /&gt;Vão chover na grama fértil e muito mato vai nascer.&lt;br /&gt;Aquele tipo de mato que tem florzinhas lilás com nome de mulher.&lt;br /&gt;Flores pequenas e femininas&lt;br /&gt;Como medos bobos, que teimo e aumentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-6766222316249393427?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/03/quando-percebi-que-tinha-medo.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-6517158972237411224</guid><pubDate>Thu, 31 Jan 2008 01:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-30T17:32:26.047-08:00</atom:updated><title>Linha descruzada</title><description>Com anseios de não ser reconhecida&lt;br /&gt;resolvi te ligar.&lt;br /&gt;O telefone tocou três vezes antes de você atender.&lt;br /&gt;Tinha uma voz de sono ou de seriedade do outro lado da linha&lt;br /&gt;Respirei antes de responder&lt;br /&gt;Você, com ansiedade, repetiu “alo”&lt;br /&gt;Isso me fez tremer &lt;br /&gt;Gaguejei um “oi”&lt;br /&gt;E você não entendeu.&lt;br /&gt;Não entendeu minha aflição&lt;br /&gt;E minha ânsia de te escutar &lt;br /&gt;Tive então um acesso de tosse&lt;br /&gt;Engasgada na tua pressa&lt;br /&gt;Abafei o telefone com a blusa&lt;br /&gt;E aí foi demais para você&lt;br /&gt;que com arrogância perguntou&lt;br /&gt;“com quem quer falar?”&lt;br /&gt;E já era tão óbvio que mal pude responder&lt;br /&gt;Meus olhos ficaram úmidos &lt;br /&gt;E apesar da tosse ter cessado&lt;br /&gt;Você me perguntou “qual é o seu problema?”&lt;br /&gt;Isso me desmoronou de uma vez por todas&lt;br /&gt;Quieta ainda consegui decifrar tua respiração&lt;br /&gt;Seguida de um confuso tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariadne Catanzaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-6517158972237411224?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/01/linha-descruzada.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-3678078121395173615</guid><pubDate>Thu, 24 Jan 2008 13:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:00.403-08:00</atom:updated><title>Ou isto ou aquilo</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R5iW4044iCI/AAAAAAAAADI/QkaYsq0zyI4/s1600-h/Imagem+303.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R5iW4044iCI/AAAAAAAAADI/QkaYsq0zyI4/s320/Imagem+303.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159039276166973474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se tem chuva e não se tem sol,&lt;br /&gt;ou se tem sol e não se tem chuva!&lt;br /&gt;Ou se calça a luva e não se põe o anel,&lt;br /&gt;ou se põe o anel e não se calça a luva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sobe nos ares não fica no chão,&lt;br /&gt;quem fica no chão não sobe nos ares.&lt;br /&gt;É uma grande pena que não se possa&lt;br /&gt;estar ao mesmo tempo nos dois lugares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,&lt;br /&gt;ou compro o doce e gasto o dinheiro.&lt;br /&gt;Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...&lt;br /&gt;e vivo escolhendo o dia inteiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se brinco, não sei se estudo,&lt;br /&gt;se saio correndo ou fico tranqüilo.&lt;br /&gt;Mas não consegui entender ainda&lt;br /&gt;qual é melhor: se é isto ou aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília Meireles&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-3678078121395173615?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/01/ou-isto-ou-aquilo.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R5iW4044iCI/AAAAAAAAADI/QkaYsq0zyI4/s72-c/Imagem+303.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-5383886619725353519</guid><pubDate>Fri, 11 Jan 2008 16:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:00.771-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R4eURmYujyI/AAAAAAAAADA/QbebeDM85Q4/s1600-h/DSC00045.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R4eURmYujyI/AAAAAAAAADA/QbebeDM85Q4/s320/DSC00045.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154251328631770914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-5383886619725353519?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/01/blog-post_11.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R4eURmYujyI/AAAAAAAAADA/QbebeDM85Q4/s72-c/DSC00045.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-6585796476051710390</guid><pubDate>Wed, 09 Jan 2008 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:00.955-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R4To5mYujxI/AAAAAAAAAC4/PA_mT5jajfA/s1600-h/DSC00052.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R4To5mYujxI/AAAAAAAAAC4/PA_mT5jajfA/s320/DSC00052.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153499949873139474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-6585796476051710390?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2008/01/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R4To5mYujxI/AAAAAAAAAC4/PA_mT5jajfA/s72-c/DSC00052.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-2508004465564322699</guid><pubDate>Fri, 21 Dec 2007 17:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:01.070-08:00</atom:updated><title>Quem?</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R2v2ZGYujwI/AAAAAAAAACw/-xs0lEsLPbs/s1600-h/DSC00120.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R2v2ZGYujwI/AAAAAAAAACw/-xs0lEsLPbs/s200/DSC00120.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146477910272413442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou esta mas sou outra.&lt;br /&gt;Sou etérea&lt;br /&gt;impermeável&lt;br /&gt;atemporal.&lt;br /&gt;Sou Intrínseca&lt;br /&gt;Molhada&lt;br /&gt;Descabelada&lt;br /&gt;Controlada.&lt;br /&gt;Sou comedida&lt;br /&gt;Escandalosa.&lt;br /&gt;Sou sua mas também sou sozinha.&lt;br /&gt;Sou desconfiada, &lt;br /&gt;Encabulada&lt;br /&gt;Divertida e depressiva.&lt;br /&gt;Sou vedete&lt;br /&gt;Sou chacrete&lt;br /&gt;Sou intérprete nas horas vagas.&lt;br /&gt;Sou santa&lt;br /&gt;Sou mãe&lt;br /&gt;Sou art nouveau&lt;br /&gt;retrô&lt;br /&gt;decadente.&lt;br /&gt;Sou curiosa&lt;br /&gt;Maliciosa&lt;br /&gt;Exotérica&lt;br /&gt;E maldita.&lt;br /&gt;Sou uma só&lt;br /&gt;Sem tempo para ser outras.&lt;br /&gt;Sou outras quando me falta o fôlego.&lt;br /&gt;Sou ela quando não quero ser eu.&lt;br /&gt;Sou eu quando não posso ser mais nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariadne Catanzaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-2508004465564322699?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/12/quem.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/R2v2ZGYujwI/AAAAAAAAACw/-xs0lEsLPbs/s72-c/DSC00120.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-4203986091512353477</guid><pubDate>Fri, 07 Dec 2007 18:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-07T10:58:26.080-08:00</atom:updated><title>Diferentes</title><description>Sofia chegou em casa muito cansada.&lt;br /&gt;Encontrou Rodolfo estirado no sofá.&lt;br /&gt;Ao entrar na sala deu-lhe um sorriso, jogou um beijo de longe e correu para o banheiro.&lt;br /&gt;Voltou aliviada, deu-lhe um beijo na boca e outro na testa.&lt;br /&gt;Rodolfo perguntou se ela estava com fome. Negou com movimento de cabeça.&lt;br /&gt;- Sede?&lt;br /&gt;- Também não.&lt;br /&gt;- Frio?&lt;br /&gt;Sofia riu. &lt;br /&gt;- Não, estou cansada, precisando de um banho.&lt;br /&gt;Antes de se dirigir à chuveirada, Sofia contou a Rodolfo seu longo dia. O que fez, o que deixou de fazer, com quem encontrou, sobre o que conversou, seus momentos de  tédio e descreveu quão cheio estava o ônibus e as pessoas mais esquisitas que ali estavam.&lt;br /&gt;Rodolfo escutou pacientemente, sorrindo na maioria do tempo. &lt;br /&gt;- E seu dia, tudo bem?&lt;br /&gt;Rodolfo fez que sim com a cabeça. Em meia dúzia de palavras descreveu o que tinha feito. Disse que tinha chegado há menos de uma hora e a estava esperando para comer. &lt;br /&gt;- Então vou tomar banho e comemos qualquer coisa.&lt;br /&gt;Naquele dia Sofia parou para pensar como eram diferentes.&lt;br /&gt;Não era possível que só aquilo tinha acontecido no dia de Rodolfo. Ficou pensando porque ele era tão quieto e reservado.&lt;br /&gt;Ficou triste em imaginar que ele poderia esconder alguma coisa. Pequena que fosse. Alguém com quem ele conversou, um momento de mau humor, uma moça que olhou para ele na rua. Ou algo maior. Um emprego novo que ele estava arrumando, um problema no banco, uma briga com a irmã. Estava desconfiada de suas poucas palavras, mas mais do que isso, estava triste em imaginar que ele escondesse algo, qualquer algo que fosse. Pensou que homens e mulheres são mesmo diferentes. Devem ser, mas não queria que fossem. Queria ter dele todas as informações que ele tinha dela. Queria detalhes do que acontecia com ele. Queria entender os problemas que ele tinha, as alegrias, os desejos, tudo.&lt;br /&gt;Se achou boba por contar tantas coisas, já que não recebia metade das mesmas informações sobre como foi o dia. &lt;br /&gt;Preocupou-se de que podia estar paranóica. Tomou banho tensa.&lt;br /&gt;Saindo do banheiro, ainda enrolada na toalha, correu para a escrivaninha e pegou uma revista feminina cheia de artigos escritos por psicólogos. Aquelas que tratam homens e mulheres como fórmulas, que têm explicação para tudo. Que separam bem as diferenças entre homens e mulheres. Lembrou que já tinha lido algo a respeito de homens serem tão calados e mulheres tão falantes.&lt;br /&gt;Encontrou o artigo: 47 estratégias para melhorar seu relacionamento. Segundo um psicólogo americano de uma universidade de sucesso, os homens falam pouco mesmo porque querem evitar conflito. Porque preferem não dar muita satisfação para que as mulheres não os encham de perguntas. &lt;br /&gt;A resposta da revista não foi suficiente.&lt;br /&gt;Continuou chateada só em pensar que não era possível que ele SÓ tivesse feito aquilo. Queria detalhe por detalhe da vida dele. &lt;br /&gt;Achou que podia estar exagerando, se trocou e foi comer alguma coisa junto a ele.&lt;br /&gt;Rodolfo, monossilábico, prestava atenção em cada palavra que Sofia dizia. &lt;br /&gt;Foram dormir depois de um filme mais-ou-menos na TV.&lt;br /&gt;Encostou a cabeça no travesseiro e não conseguiu pregar o olho.&lt;br /&gt;Quando Rodolfo começou a respirar mais profundamente, engatando em seu primeiro sono, Sofia perguntou:&lt;br /&gt;- Foi só isso mesmo?&lt;br /&gt;- Hum?&lt;br /&gt;- Você não fez mais nada hoje? &lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Você não tem mais nada para me contar?&lt;br /&gt;Rodolfo abriu os olhos, virou-se para Sofia, sem entender nada respodeu:&lt;br /&gt;- Não, por que?&lt;br /&gt;- Por nada. Boa noite. &lt;br /&gt;Deram um beijo e se ajeitaram.&lt;br /&gt;Rodolfo ficou a pensar que diabos Sofia estava pensando.&lt;br /&gt;Sofia ficou a pensar que diabos Rodolfo estava escondendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-4203986091512353477?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/12/diferentes_9234.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-4154912073549498998</guid><pubDate>Sun, 21 Oct 2007 00:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-20T17:31:18.708-07:00</atom:updated><title>Farrapos</title><description>Suicidar-me de ti não foi fácil.&lt;br /&gt;Ainda te via passar na frente da minha casa&lt;br /&gt;Com teu carro blindado&lt;br /&gt;E teu guarda-chuva imaginário.&lt;br /&gt;Tive ânsia de vomitar quando ouvi tua voz&lt;br /&gt;Chorei escondida no banheiro&lt;br /&gt;Umas centenas de vezes.&lt;br /&gt;Percebi tua chamada em meu telefone celular&lt;br /&gt;e senti tremer toda a massa molecular.&lt;br /&gt;Tudo bem.&lt;br /&gt;Tu nunca saberias disso se eu não estivesse te escrevendo agora.&lt;br /&gt;Tuas aeronaves ainda me sobrevoariam&lt;br /&gt;Se eu te desse qualquer espaço.&lt;br /&gt;Mesmo assim tu não me verias&lt;br /&gt;E eu continuaria a chorar no banheiro, sozinha, com luz apagada. &lt;br /&gt;Fui ao dentista, ao invés disso.&lt;br /&gt;Pensei em ti enquanto ouvia sons infinitos de tortura.&lt;br /&gt;Quase não doeu&lt;br /&gt;Mas mesmo assim um gemido plausível de escuta.&lt;br /&gt;Quase ninguém percebeu.&lt;br /&gt;Suicidar-me de ti não foi nada fácil&lt;br /&gt;Mas quase não doeu.&lt;br /&gt;Saí para dançar com os braços levantados.&lt;br /&gt;Retalho de gente&lt;br /&gt;Com dentes perfeitos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                             Ariadne Catanzaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-4154912073549498998?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/10/farrapos.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-718476478004973561</guid><pubDate>Tue, 11 Sep 2007 02:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-10T19:16:41.053-07:00</atom:updated><title>YELLOW SUBMARINE</title><description>Aninha andava rápido, com seus sapatos amarelos.&lt;br /&gt;Belos sapatos amarelos os que Aninha usava.&lt;br /&gt;Andava rápido sem torcer o pé&lt;br /&gt;Quase suava em sua rápida caminhada&lt;br /&gt;Olhava para o chão e para frente&lt;br /&gt;O celular tocou&lt;br /&gt;Amarelo, como os sapatos.&lt;br /&gt;Atendeu e disse que já estava chegando.&lt;br /&gt;Apertou ainda mais o passo&lt;br /&gt;Passou na padaria, levou pão e leite desnatado.&lt;br /&gt;Pagou com moedas que tirou de sua niqueleira também amarela.&lt;br /&gt;Combinava cada detalhe amarelo&lt;br /&gt;Num caminhar ligeiro cada vez mais.&lt;br /&gt;Respirando ofegante chegou no portão, também amarelo&lt;br /&gt;Tirou o chaveiro amarelo do bolso&lt;br /&gt;E entrou em casa suspirando.&lt;br /&gt;Ele estava sentado no sofá com um sorriso amarelo.&lt;br /&gt;Ela também sorriu, e seu sorriso não combinou com os sapatos.&lt;br /&gt;Largou a sacola na mesa de jantar.&lt;br /&gt;Como são confortáveis os braços onde Aninha se aninha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariadne Catanzaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-718476478004973561?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/09/yellow-submarine.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-839989491669808008</guid><pubDate>Wed, 05 Sep 2007 15:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-05T08:33:14.791-07:00</atom:updated><title>O que você estava fazendo em 11 de setembro de 2001?</title><description>Revi este filme dias atrás, e resolvi postar esta crítica que eu tinha escrto em 2003.&lt;br /&gt;É uma pena que seja difícil encontra-lo (está apenas em grandes e caras locadoras), mas quem tiver a oportunidade de ve-lo, vale a pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; 11 de setembro&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11/09/01. Onze curtas. Onze minutos, nove segundos e um frame cada um.. &lt;br /&gt;Onze diretores premiados, de diferentes partes do mundo, aceitaram o desafio de apresentar sua visão sobre o atentado terrorista às torres gêmeas e ao Pentágono. O filme, apesar de naturalmente irregular, impressiona, surpreende, informa, emociona e faz refletir. &lt;br /&gt;A idéia do panorama de visões sobre o fatídico 11 de Setembro foi idéia de Alain Brigand e cada diretor recebeu US$ 400.000,00 para gastar como quisesse.&lt;br /&gt;No filme não há oportunismo barato ou exploração da tragédia, apesar da liberdade de expressão conferida a cada um dos diretores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há desde comédias até dramas psicológicos. O interessante é ver como cada diferente cultura lida com o atentado e de que maneira as divergências se evidenciam.&lt;br /&gt;Os maiores destaques vão para os curtas que escolheram o caminho do lirismo. Idrissa Ouedraogo, de Burkina Faso (África Ocidental) que realizou um trabalho bem humorado para contar a historia do atentado paralelamente a de crianças que necessitam trabalhar para ajudar os pais. Sean Penn, embora americano, surpreendentemente não tocou no assunto das vítimas, do horror que se espalhou por NY ou da necessidade (ou não) de uma retaliação, como poderíamos esperar de um curta norte americano. Ao contrario disso, contou o drama da terceira idade, de quem vive sozinho à sombra das duas torres. Belo, surpreendente e emocionante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claude Lelouche (França) optou por uma historia de amor a ponto de desmoronar junto com as torres. Imamura (Japão) conta a esquisita, porem sensível, história de um ex-soldado desumanizado e, apesar de não citar o acontecimento de 11 de setembro, o curta anti-guerra dá seu recado e justifica a existência dos atentados em nossos dias. O público chega a rir durante este filme, mas com certeza, mais por estranhamento do que por graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ken Loach mostra um excelente trabalho de pesquisa de imagens sobre a triste posição norte-americana nos ataques de 11 de Setembro de 73 ao Chile de Allende e o golpe do general Augusto Pinochet, patrocinado pelo governo americano, tornando este um dos curtas mais fortes e polêmicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segmento de Israel, dirigido por Amos Gitai, impressiona mais tecnicamente do que por um bom roteiro. Um plano seqüência, sobre a situação caótica do resgate às vítimas de um atentado em Israel, a impertinência, pedância e necessidade desesperada da imprensa, e uma evidente sensação de não saber onde ir numa situação de excitação e medo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Danis Tanovic (Bósnia-Herzegovina) aborda de maneira poética e comedida, as mulheres refugiadas que protestam todo dia 11 de cada mês, por terem fugido de suas terras por causa da guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia sensível de Samira Makhmalbaf foi a abordagem de crianças iranianas, muito distantes da realidade americana, e a tentativa da professora em explicar o acontecimento de 11 de setembro. Porém, por conhecerem somente a miséria de suas terras, o impacto do atentado é impossível de ser compreendido por elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O egípcio Youssef Chahine cansa o espectador com longas falas e pouca criatividade. Um diálogo sobre a política imperialista em várias partes do mundo, citando Hiroshima, Nagasaki e o conflito no Oriente Médio. Os personagens são Chahine, um soldado morto em um atentado terrorista no Líbano em 1983, e um cineasta chocado, politizado e, claro, vidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diretora de Casamento à Indiana, Mira Nair (Índia), contou a história real de Salman Hamdani, de 23 anos, muçulmano, uma das 2,8 mil vítimas no World Trade Center. O segmento é uma crítica contundente ao preconceito dos americanos e ao problema que enfrentam as minorias étnicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alejandro González Iñárritu, mesmo diretor de Amores Brutos, trabalha de maneira muito criativa, um ousado filme-instalação muito sensível, forte e emocionante. Iñárritu trabalhou com (apesar de muito poucas) imagens documentais da tragédia e sons de preces e choros intercalados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante refletir sobre cada um desses trabalhos, na diferente importância que cada um deu ao acontecimento, e principalmente a maneira estética e poética de abordar um assunto tão comentado, mostrado, lamentado e .... comemorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá assistir e veja se você não concorda comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariadne Catanzaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-839989491669808008?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/09/o-que-voc-estava-fazendo-em-11-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-7460545530741731679</guid><pubDate>Tue, 04 Sep 2007 14:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-04T07:10:18.665-07:00</atom:updated><title>Teus olhos ateus</title><description>Que olhos são esses que me olham com tanta atenção?&lt;br /&gt;Será que são olhos de um vigia ou será que são olhos de contemplação?&lt;br /&gt;Que olhos são esses que me namoram  a distância&lt;br /&gt;Que me lançam lascívia e compreensão&lt;br /&gt;Que me fotografam &lt;br /&gt;Olhos de Zeiss, Visão de Zeus&lt;br /&gt;A me observar com olho de canto&lt;br /&gt;A me calcular com olhos de vidro&lt;br /&gt;A me chupar com zoom orgânico&lt;br /&gt;A me demonstrar tanto cuidado&lt;br /&gt;E me ouvir com olhos emocionados?&lt;br /&gt;Que olhos são esses a me fitar todo momento&lt;br /&gt;A reparar no meu vestido&lt;br /&gt;A comentar meus novos brincos&lt;br /&gt;A elogiar meu cabelo&lt;br /&gt;A dançar entre os meus cachos?&lt;br /&gt;Esses olhos são os teus&lt;br /&gt;Teus olhos ateus&lt;br /&gt;Fixados nos meus&lt;br /&gt;Azulejando todos os meus dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariadne Catanzaro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-7460545530741731679?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/09/teus-olhos-ateus.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-1928687089135935930</guid><pubDate>Fri, 31 Aug 2007 02:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-30T19:02:17.142-07:00</atom:updated><title>Gritaria</title><description>Não me venha com gritaria&lt;br /&gt;Foi você quem quis assim&lt;br /&gt;Afastou-se dos sorrisos e das histórias que eu tinha para contar&lt;br /&gt;Nem contou estrelas&lt;br /&gt;Nem passeou na feira&lt;br /&gt;Nem ficou acordado até amanhecer&lt;br /&gt;A jogar conversa fora.&lt;br /&gt;Não mostrou seu novo allstar&lt;br /&gt;Não leu seu último poema&lt;br /&gt;Não aceitou nem recusou.&lt;br /&gt;Afastou-se disfarçadamente&lt;br /&gt;E achou que eu não ia perceber.&lt;br /&gt;Percebi&lt;br /&gt;E o odiei por isso.&lt;br /&gt;Por isso sim&lt;br /&gt;E por mais um pouco&lt;br /&gt;E por muito mais.&lt;br /&gt;Agora tua gritaria me cansa&lt;br /&gt;Me ensurdece&lt;br /&gt;Me entedia&lt;br /&gt;Me transborda.&lt;br /&gt;Tua gritaria me aborrece.&lt;br /&gt;E me envaidece.&lt;br /&gt;Mas que boba sempre fui.&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Agora tanto faz.&lt;br /&gt;Grite o quanto não quiser.&lt;br /&gt;Eu não vou escutar.&lt;br /&gt;Não me venha.&lt;br /&gt;Porque eu não vou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ariadne Catanzaro&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-1928687089135935930?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/08/gritaria.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-6857545980045242352</guid><pubDate>Thu, 23 Aug 2007 17:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:01.227-08:00</atom:updated><title>Edna Vincent Millay (1892 - 1950)</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Rs3Ea55H1cI/AAAAAAAAACI/GF2SagP0cHg/s1600-h/pinup.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Rs3Ea55H1cI/AAAAAAAAACI/GF2SagP0cHg/s200/pinup.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101949919376692674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E se eu te amasse na quarta&lt;br /&gt;Não te amarei na quinta&lt;br /&gt;Isto pode ser verdadeiro&lt;br /&gt;Por que você reclama?&lt;br /&gt;Te amei na quarta sim, e daí?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-6857545980045242352?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/08/edna-vincent-millay-1892-1950_23.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Rs3Ea55H1cI/AAAAAAAAACI/GF2SagP0cHg/s72-c/pinup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-1937800477529654751</guid><pubDate>Mon, 13 Aug 2007 01:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:01.425-08:00</atom:updated><title>Ausente</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Rr-0akgIwGI/AAAAAAAAABU/wwoQ-N99A4g/s1600-h/solidao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097991671774756962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Rr-0akgIwGI/AAAAAAAAABU/wwoQ-N99A4g/s200/solidao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;É estranho quando o amado some&lt;br /&gt;É diferente de quando morre&lt;br /&gt;É diferente também de estar presente mesmo que distante,&lt;br /&gt;Mesmo longe, mesmo sem ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando some é diferente&lt;br /&gt;Morre no presente mas nunca se entende&lt;br /&gt;E deixamos presente um ausente na gente&lt;br /&gt;Que fica na superfície das coisas que amamos&lt;br /&gt;Mas tão invisível que nunca se torna ciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não morre&lt;br /&gt;Deixa um vazio na gente&lt;br /&gt;Come-se um nós mesmos&lt;br /&gt;Delira-se um alimento&lt;br /&gt;Saudade deixa pendente e não tira fome&lt;br /&gt;Porque é vazio que se come&lt;br /&gt;Come-se só o que se some&lt;br /&gt;Fica sem ente, fica sem outro e nada entre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um não-existe, mundo de Tânatos&lt;br /&gt;Morre-se mas mantêm-se entre&lt;br /&gt;Não morre&lt;br /&gt;Está, mas some&lt;br /&gt;Fica no deve ter morrido&lt;br /&gt;Paixão deve tê-lo engolido&lt;br /&gt;Não reconhece-se mais entre nós&lt;br /&gt;Morre e fica sempre a morrer&lt;br /&gt;Some e fica entre nós como fantasma da gente. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Felipe Adam&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-1937800477529654751?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/08/ausente.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Rr-0akgIwGI/AAAAAAAAABU/wwoQ-N99A4g/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-4313671108935842894</guid><pubDate>Thu, 09 Aug 2007 15:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-09T08:11:19.332-07:00</atom:updated><title>é filme brasileiro, heim!</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Recebi por email, e divulgo aqui no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariadne&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matéria Jornal Extra RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É filme brasileiro, tá?"&lt;br /&gt;Essa história me foi contada por uma grande amiga. Querendo pegar um cineminha, ela se dirigiu ao Cinemark Dowtown, na Barra. Como o filme que procurava esgotou-se, resolveu assistir ao longa de Jorge Furtado "Saneamento básico", que era o único com horário minimamente próximo.&lt;br /&gt;Assim que pediu os ingressos, ouviu da bilheteira: "É filme brasileiro, tá?"&lt;br /&gt;Sem entender a frase, resolveu perguntar o porquê de tal alerta. Segundo essa minha amiga, a simpática senhorinha da bilheteria afirmou que essa era uma recomendação da direção do cinema.&lt;br /&gt;Ou seja: antes de deixar o espectador "fazer a besteira" de ver um filme nacional, o multiplex teria como regra informar ao cliente a procedência da fita a ser assistida. Agora, eu pergunto: qual seria a razão disso? Os filmes nacionais são tão ruins assim? E você, leitor, fica chateado quando chega a um cinema e só tem ingresso para filme brasileiro?&lt;br /&gt;- - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de atitude não pode passar em branco. Vamos inundar a sessão "FaleConosco" do site do Cinemark cobrando explicações sobre o ocorrido.Não podemos ficar de braços cruzados, assim fica fácil alegar que cinemabrasileiro não tem público se para assistí-lo o público tem que ultrapassara barreira da "senhorinha simpática da bilheteria".Eu já enviei minha mensagem e acho que aqueles ligados a AR e outrasassociações de classe, cineclubes e todo o profissional, torcedor ouespectador de cinema nacional deve fazer o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a mensagem encaminhada para o site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados Senhores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou cliente das salas desta rede em Porto Alegre/RS. E quero manifestar meuprofundo descontentamento com a matéria veiculada no Jornal Extra do RJ eamplamente divulgada pela internet, onde uma espectadora ao comprar ingressopara o filme "Saneamento Básico - O Filme " de Jorge Furtado, foi alertadasobre o fato de ser "filme nacional".&lt;br /&gt;Como cineasta me sinto ofendido edeixo claro que a partir de hoje não pretendo mais freqüentar este ambienteque de maneira torpe desrespeita nossa cinematografia. E ajudarei no que forpreciso para divulgar a atitude indicada pela direção desta empresa.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex Sander de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-4313671108935842894?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/08/filme-brasileiro-heim.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-6781888078510859702</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2007 01:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:01.716-08:00</atom:updated><title>Cinema (de) novo</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/RqVQ20gIwFI/AAAAAAAAABM/tTgcZH9tiS4/s1600-h/cinema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090563856548806738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/RqVQ20gIwFI/AAAAAAAAABM/tTgcZH9tiS4/s200/cinema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Cinema (de) novo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Faltam as palavras para te dizer.&lt;br /&gt;Quando tu chegas, me calo.&lt;br /&gt;Já li isso em outras histórias,&lt;br /&gt;Já vi isso em outros filmes.&lt;br /&gt;Por isso, corta.&lt;br /&gt;Já não quero ver cenas repetidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ariadne Catanzaro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-6781888078510859702?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/07/cinema-de-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/RqVQ20gIwFI/AAAAAAAAABM/tTgcZH9tiS4/s72-c/cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-1295309271185423768</guid><pubDate>Mon, 09 Jul 2007 15:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-09T08:57:36.847-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="center"&gt;Massagista&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estava andando pelo centro da cidade no meu horário de almoço.&lt;br /&gt;Já tinha matado a fome com um snack qualquer no McDonald’s e aproveitava meu tempo livre para dar uma olhada nas promoções das grandes lojas de sapato, aquelas com música alta e cheia de papeizinhos no chão (para dar uma idéia de ‘lugar animado’, mas que eu acho uma péssima idéia de lugar bagunçado).&lt;br /&gt;Enfim, entre uma loja de sapatos e outra de artigos de informática, avistei um salão de beleza. Olhei para as minhas unhas e quis escondê-las imediatamente. Sim, eu precisava mais de uma manicure do que de um par de sapatos.&lt;br /&gt;Entrei no salão. Estava vazio. Tinha duas mulheres de preto sentadas sem fazer nada, um cabeludo com trejeitos femininos e, lá no fundo do salão, um homem de longo bigode vestindo roupas brancas. Os homens sorriram para mim, as mulheres não.&lt;br /&gt;- Queria fazer a unha.&lt;br /&gt;Uma das mulheres olhou para as outras.&lt;br /&gt;- De quem é a vez?&lt;br /&gt;- Es mia. – Uma mulher com cara de peruana levantou e veio me atender.&lt;br /&gt;Com sotaque latino me mostrou onde eu teria que me acomodar enquanto ela pegava o carrinho com os esmaltes.&lt;br /&gt;O homem de bigode veio na minha direção e perguntou se eu aceitava uma xícara de café.&lt;br /&gt;Incrível. Ele não era alto, nem forte. Era inclusive bem mirradinho. Tinha o cabelo meio cacheado e um bigode bem grande. Como os portugueses estereotipados. Ele era brega. Mas tinha um olhar incrível.&lt;br /&gt;Aceitei o café só para ter um motivo para ele se dirigir a mim novamente.&lt;br /&gt;Ele era o mais calado ali naquele salão.&lt;br /&gt;Enquanto as cabeleireiras, manicures e o cabeludo gay (que devia ser um outro cabeleireiro) conversavam e riam muito, o homem do bigode andava de um lado pro outro do salão, preparando e servindo café ou arrumando a bancada. Era discreto e tinha um olhar sedutor.&lt;br /&gt;Não conseguia acreditar que ele mexia comigo. Estava muito distante do meu tipo de homem, mas o olhar dele me fazia cócegas.&lt;br /&gt;Veio pegar minha xícara quando acabei o café, olhou bem firme nos meus olhos e perguntou se eu queria mais um.&lt;br /&gt;Fiquei com frio na barriga e me senti ridícula por isso.&lt;br /&gt;- Não, obrigada.&lt;br /&gt;Perguntei a Maria, a manicure peruana, se ele era cabeleireiro também.&lt;br /&gt;- Não, ele é o massarrista (massagista com sotaque espanhol).&lt;br /&gt;UAU!!!! Massagista?!!!&lt;br /&gt;Enfim, era bom que eu me apressasse com aquelas unhas para não começar a ter idéias absurdas! Eu logo tinha que estar de volta ao trabalho. E aquilo era ridículo. Ele era mirradinho e usava bigode, afinal de contas!&lt;br /&gt;- Ok, obrigada Maria.&lt;br /&gt;Me dirigi ao caixa para pagar, e o massagista foi me atender.&lt;br /&gt;- São 8 reais.&lt;br /&gt;Dei uma nota de dez. Enquanto ele separava o troco, me perguntou, sem olhar para mim.&lt;br /&gt;- Você gosta de massagem?&lt;br /&gt;Ai massagista, não faça assim...quer que eu perca a linha e comece a gaguejar???&lt;br /&gt;- Sim, gosto.&lt;br /&gt;Ele me deu o troco e abriu um leve sorriso. Bem leve mesmo. Daquele sorriso típico de homem que sabe que é gostoso!!! E um olhar bem blazé, do tipo, você é mais uma cliente que passa por aqui. Nenhum olhar do tipo “quer sair hoje à noite?”. Que nada, ele ainda era difícil!!!&lt;br /&gt;Saí o quanto antes do salão. De unhas vermelhas e uma leve dor nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ariadne Catanzaro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-1295309271185423768?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/07/massagista-estava-andando-pelo-centro.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-7319257436160857465</guid><pubDate>Sat, 07 Jul 2007 15:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T08:06:02.031-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Ro-yeAGQh9I/AAAAAAAAAA0/dKFoWi2MqEU/s1600-h/cheiro+do+ralo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084478732816648146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Ro-yeAGQh9I/AAAAAAAAAA0/dKFoWi2MqEU/s320/cheiro+do+ralo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;O Cheiro do Ralo: Cinema e Psicanálise&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por Sérgio Telles (achei na internet)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Baseado num livro de Lourenço Mutarelli e roteiro de Marçal Aquino, o filme de Dhalia ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, e tem recebido uma boa atenção do público.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O protagonista do filme tem o mesmo nome do autor, Lourenço. Ele é dono de uma loja de penhores, onde as pessoas necessitadas de dinheiro vêm vender seus objetos, muitos deles cheios de historias e lembranças pessoais. Ao receber seus clientes, Lourenço sempre explica que o mau cheiro que eventualmente possam sentir decorre de um ralo entupido em seu banheiro, não vem dele mesmo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lourenço desiste na véspera de seu casamento, alegando não amar ninguém, nem mesmo sua mãe, a quem a noiva perplexa tenta recorrer de sua decisão. O mundo de Lourenço reduz-se a seu ambiente de trabalho, que mais parece um esquálido depósito de lixo, um amontoado de objetos velhos, e seu apartamento, também inóspito. Passa a se interessar pela garçonete do bar onde faz seus lanches. Ou melhor, pelas nádegas desta garçonete.Lourenço tem uma atitude sádica em relação àqueles que o procuram. Comprando ou não o que eles trazem, ele sempre os humilha e espezinha, avilta e rebaixa, fazendo-os rastejar e implorar, desprezando seus objetos, mais ainda ao saber que eles contem histórias afetivas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cheiro do ralo, que tanto preocupa Lourenço, é uma óbvia metáfora de sua culpa. É um sintoma de sua consciência pesada pelos ataques sádicos destrutivos que faz a todos que o procuram, pela forma desrespeitosa e desumana com que os trata. Mas, por outro lado, o cheiro do ralo evoca também o intenso interesse erótico despertado pelas nádegas da garçonete, o "ralo" anal. Assim, para Lourenço, o cheiro do ralo representa o retorno do reprimido, a evidência da culpa por sua agressividade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por este motivo, tenta inutilmente tapá-lo, cobri-lo de cimento, o que colocaria em risco todo o edifício, como é advertido pelos pedreiros. Mas também o cheiro do ralo é uma marca de seu erotismo. Estes elementos remetem de imediato o personagem a uma caracterização típica da fixação anal tal como descrita por Freud. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, as atitudes e comportamentos de Lourenço se enquadram perfeitamente dentro do catálogo freudiano que descreve essa condição. Ali estão o apego ao dinheiro, a ambivalência ligada às questões de sujeira e limpeza, de ordem e desordem, o ódio e o amor, o erotismo anal, uma sexualidade vivida como suja, etc. Como diz Gabbard, ao interpretarmos um filme, podemos fazer uso do extenso arsenal teórico psicanalítico, utilizando-o de acordo com as problemáticas por ele postas em jogo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em "O Cheiro do Ralo", como vimos, o que de imediato se coloca é o referencial freudiano das pulsões parciais, no caso a pulsão anal, tal como descritas nas fases da evolução da libido. Por outro lado, se levarmos em conta que Lourenço está à procura de um pai, impõe-se a problemática edipiana e seus mecanismos constitutivos do psiquismo via identificação. Lourenço cria na fantasia um pai morto na guerra, do qual resgata fragmentos, como o olho e a perna. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É interessante que Lourenço imagine ter perdido o pai numa guerra que o destroçou fisicamente, pois ai, mais uma vez retorna a agressividade anal, a destrutividade vingativa contra aquele que o abandonou. Poderíamos ainda apelar para o instrumental kleiniano e falarmos de um mundo interno composto de objetos parciais ou objetos destruídos, próprios da fase esquizo-paranóide, onde o objeto total não se constituiu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O próprio ambiente de trabalhos de Lourenço – o amontoado de objetos repetitivos, velhos, quebrados, antiquados – remeteria a este estado mental, representaria um ego formado por objetos parciais ou destruídos, com os quais não consegue se estruturar adequadamente como sujeito, o que o impossibilita de estabelecer relações objetais satisfatórias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lourenço tem contato apenas com objetos parciais, como a bunda da garçonete, o olho e a perna de seu suposto pai. É como se Lourenço oscilasse entre a persecutoriedade dos objetos bizarros e destruídos da fase esquizo-paranóide, e a nostalgia de um olhar paterno que o libertasse da especularidade da relação narcísica com a mãe. Em vão procura construir para si uma história, daí seu ódio por aqueles que trazem histórias incrustadas nos objetos que precisam vender. Com seus permanentes ataques sádicos, Lourenço parece querer provocar uma vingança, desejada como a punição merecida por sua agressividade. E é o que termina por acontecer, quando ele finalmente se aproximava de uma relação mais total, mais completa com a garçonete. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O universo mental descrito em "O cheiro do ralo" lembra o filme "O Homem do Prego" ("The Pawnbroker"), de 1964, dirigido por Sidney Lumet e interpretado por Rod Steiger. Ali o responsável pela casa de penhores é um judeu sobrevivente dos campos de concentração. Tal como Lourenço, espezinha e humilha os coitados que a ele recorrem. Aqui a atitude sádica do dono do estabelecimento decorre dos traumas vividos nos campos de concentração. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os traumas de Lourenço, responsáveis por sua conduta, são apenas entrevistos e construídos hipoteticamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A psicanálise continua influenciando muitos diretores e roteiristas. Se no inicio, sua presença era muito evidente e direta, como nos filmes de Buñuel e Hitchcock, hoje em dia ela se manifesta de forma mais sutil, mais indireta, mais sofisticada, como nos roteiros de Woody Allen, Peter Greenaway ou de Charlie Kaufman. Digamos que "O Cheiro do Ralo" está mais próximo dos primeiros do que dos segundos, daí seu sabor um tanto ingênuo ou anacrônico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-7319257436160857465?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/07/por-srgio-telles-achei-na-internet.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1qw0rR0n9Rs/Ro-yeAGQh9I/AAAAAAAAAA0/dKFoWi2MqEU/s72-c/cheiro+do+ralo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-2202056044889196011</guid><pubDate>Mon, 02 Jul 2007 02:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-01T19:18:56.596-07:00</atom:updated><title>Bad Hair Day</title><description>Acordei cedo morrendo de sono.&lt;br /&gt;Levantei com ódio do mundo e fui me arrumar para mais uma segunda feira de trabalho.&lt;br /&gt;Vida indigna.&lt;br /&gt;Eu estava sonhando com a Europa. Sonhava com a Itália, com o Coliseu e a Torre de Piza, e meu despertador me faz questão de lembrar que não são férias, ainda tenho muito trabalho pela frente. O céu ainda estava escuro e o frio me estarrecia.&lt;br /&gt;Levantei assim, nesse bom humor que você pode imaginar.&lt;br /&gt;Depois de um banho ingrato (de manhã nunca dá para tomar banhos longos e relaxantes), vesti a roupa que havia separado no dia anterior e fui para a cozinha tomar um café qualquer.&lt;br /&gt;Obviamente estava o maior trânsito. Nada é tão ruim que não possa piorar, certo?&lt;br /&gt;Eu tinha uma reunião importantíssima. Tudo que eu não podia era me atrasar.&lt;br /&gt;Mas me atrasei.&lt;br /&gt;Cheguei quinze minutos depois e todos já me olhavam com cara de segunda feira.&lt;br /&gt;A reunião nem foi tão produtiva quanto eu precisava que fosse.&lt;br /&gt;Dobrei minhas idéias e as coloquei de volta na pasta.&lt;br /&gt;Antes de me dirigir à minha mesa, fui ao café, esfriar a cabeça e esquentar a garganta.&lt;br /&gt;Minhas mãos estavam geladas e minha boca era incapaz de sorrir aos “bom dias” do caminho.&lt;br /&gt;Sentei sozinha com meu café, acendi um cigarro. Dei um pequeno gole e uma boa tragada. Soltei a fumaça para cima, com os olhos fechados e ouvi a frase inconveniente:&lt;br /&gt;- Posso me sentar ao teu lado?&lt;br /&gt;Quem seria o idiota a me interromper no meu primeiro momento de prazer?&lt;br /&gt;Abri os olhos e só pude perceber sua barba e o cabelo molhado.&lt;br /&gt;- Claro. Fique à vontade.&lt;br /&gt;- Me disseram que a reunião não foi muito produtiva.&lt;br /&gt;Sentou ao meu lado com um delicioso perfume pós banho.&lt;br /&gt;- Todos temos dias ruim.&lt;br /&gt;- Certamente que sim. Bonitas as suas botas.&lt;br /&gt;Uau! Um homem capaz de reparar em suas botas novas, com cheiro de perfume pós banho, só podia ser um enunciado de que a vida poderia ser boa em algum momento.&lt;br /&gt;- Obrigada. - sorri pela primeira vez no dia.&lt;br /&gt;- CARLOTAAAAA! – alguém me arranca o bom humor a me gritar pelo corredor. – Seu celular está tocando!&lt;br /&gt;A estagiária vinha correndo com meu celular a acender luzinhas e apitando uma musiquinha irritante. Não queria mais ter celular.&lt;br /&gt;Atendi sem ver quem era.&lt;br /&gt;- Mãe?&lt;br /&gt;- Oi Gilberto. Tudo bem?&lt;br /&gt;- Mais ou menos. Tem um minuto?&lt;br /&gt;Quando filho pede um minuto pode ter certeza de que vai demorar mais.&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;Descorreu um interminável discurso sobre minha nora anunciando mais uma separação.&lt;br /&gt;O homem cheiroso ao meu lado se levantou e fez um sinal de tchau.&lt;br /&gt;Sorri esquecendo de escutar meu filho no outro lado da linha.&lt;br /&gt;- Sei filho, sei.&lt;br /&gt;Depois de dezessete minutos de queixa, desliguei com o ouvido quente.&lt;br /&gt;Voltei ao trabalho a pensar que a vida podia ser boa sim. Dei bom dia com sorrisos, exibindo minhas novas botas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ariadne Catanzaro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-2202056044889196011?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/07/bad-hair-day.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-36097238.post-6404348347215395869</guid><pubDate>Thu, 28 Jun 2007 21:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-28T14:24:42.890-07:00</atom:updated><title>Falas de civilização</title><description>Falas de civilização, e de não dever ser,&lt;br /&gt;Ou de não dever ser assim.&lt;br /&gt;Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,&lt;br /&gt;Com as coisas humanas postas desta maneira,&lt;br /&gt;Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.&lt;br /&gt;Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.&lt;br /&gt;Escuto sem te ouvir.&lt;br /&gt;Para que te quereria eu ouvir?&lt;br /&gt;Ouvindo-te nada ficaria sabendo.&lt;br /&gt;Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.&lt;br /&gt;Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.&lt;br /&gt;Ai de ti e de todos que levam a vida&lt;br /&gt;A querer inventar a máquina de fazer felicidade!                                      &lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;   Alberto Caeiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36097238-6404348347215395869?l=diadafaxina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://diadafaxina.blogspot.com/2007/06/falas-de-civilizao.html</link><author>noreply@blogger.com (Livre expressão)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>