Livre_expressao

terça-feira, fevereiro 28, 2012

70 maneiras de ser feliz


Foto: Felipe Adam Kurschat


Todo mundo quer ser feliz, né?

Será? Tem gente que dá a impressão de estar fazendo tudo para ser infeliz.

Tem gente que adora ser infeliz só prá ficar contando pros outros que é infeliz.
Fala a verdade, você conhece ao menos umas duas criaturas assim, não? Ou mais.

Eu conheço várias.

Porém, ai como eu adoro os meios de comunicação de massa, o que não falta é revista que promete centenas de dicas, roteiros com trilha certa, ensinando o pessoal por aí a ser feliz.

Tá vendo? Parece fácil.

Mas é difícil!

Eu listei 70, não mais, não menos. 70 coisas óbvias que nos ajudam a ser felizes.
E este é o meu conselho de hoje: Be Happy. Ok, Mas vamos esclarecer aqui: Nada mais chato do que gente que está sempre feliz, eufórico, falando sem parar, esbanjando felicidade pelos poros. Isso é falso. E chato. Seja feliz na medida certa. Só você vai poder encontrar a medida certa. Nem demais, nem de menos. Apenas sincero.

Porém, preste atenção, bastante atenção: estes conselhos são contra indicados para aquelas pessoas que adoram ser infelizes. Para estas, baby, meu conselho é: Você não é vítima da vida, e pare de querer que os outros acreditem nisso! (mas enfim, este conselho daria outro texto, por isso, xô baixo astral! – lembrou da música da Xuxa? Kkkk)

Vamos lá! Você vai se identificar com alguns e se indignar com outros. Agarre-se, baby, no que você acredita!

Ria de si mesmo (parece óbvio, mas não é assim tão fácil quando se percebe numa situação ridícula); Caia na gandaia; Tome banho de piscina; De cachoeira; De rio; De lagoa; De mar; Trabalhe com o que você gosta; Esteja ao lado de quem te faz sorrir; Conte piadas (mesmo se forem sem graça. As piadas sem graça também fazem os outros rirem); Leia bons livros; Pare de assistir programas sensacionalistas; Não acredite em tudo que você vê no Fantástico. Muitas paranóias da vida moderna surgem de lá!; Beba mais água; Dance como se ninguém estivesse olhando (li isso em algum lugar, e acho lindo. Super recomendo); Cuide bem de você; Coma de 3 em 3 horas; Durma bem; Trabalhe perto de casa; Tenha mais contato com a natureza; Tenha mais contato com a arte; Tire tardes inteiras para não fazer nada; Encontre seus amigos; Saiba a hora de parar de beber. Senão, corre o risco de cair na choradeira e ninguém é feliz chorando de bêbado; Cante; Aprenda a tocar um instrumento; Viaje; Tenha coragem para fazer coisas que você nunca fez; Mande cartas a pessoas que você ama; Brinque com crianças; Brinque com adultos; Aprenda novos idiomas; Estude outras culturas; Assista a filmes poéticos; Escreva poemas (mesmo que seja para guarda-los a 7 chaves e nunca mostra-los para ninguém); Não tenha dó de si mesmo; Não guarde rancor e nem ressentimentos (gente ressentida é um saco, não?); Faça terapia; Passeie com os pés na grama; Tome banho de chuva numa tarde de domingo (banho de chuva quando estamos indo ao trabalho não deixa ninguém feliz, fala sério); Leia Pablo Neruda; Faça arte; Tire fotografias por puro hobby; Trabalhe menos; Evite as pessoas de quem você não gosta; Não se preocupe tanto com seu peso; Goste de você; Vá mais ao cinema; Vá menos ao shopping; Dê mais beijos; Dê mais abraços; Seja ético; Preocupe-se menos; Perdoe mais; Não tenha vergonha de assumir um erro; Esteja preparado para mudanças; Tenha menos frescuras; Não se intrometa na vida dos outros; Cuide bem de seus grandes amigos; Cuide bem do seu amor; Pergunte quando você não entender; Admire quem você ama; Na dúvida, um pretinho básico é sempre elegante; Tenha menos medos; Valorize a parte mais bonita do seu corpo; Não seja sedentário; Espreguice-se; Leia Clarice Lispector; Ouça mais Chico Buarque e menos Ivete Sangalo; (Esta é ótima!) Não se preocupe tanto com a opinião alheia: Adote a filosofia do cavalo na parada de 07 de setembro: cagando, andando e sendo aplaudido.

Ariadne Catanzaro
originalmente postado na coluna Conselhos da Loló, http://expressocatarina.blogspot.com/

domingo, fevereiro 05, 2012

Os dias de hoje, os lixos de hoje

Escolha algo em que acredite, e faça a sua parte. Por uma ética para o século XXI!




Uma vez um executivo amigo meu me contou, com certa inveja, que estava voando ao lado de um outro executivo que exibia orgulhosamente seus aparelhos eletrônicos de última geração. Celular mais moderno, IPod último modelo, e não sei o que mais.

Chegando ao destino, era França no caso, a comissária de bordo trouxe um questionário para eles responderem. Meu amigo rapidamente sacou sua caneta e preencheu, e percebeu que o executivo ao seu lado, entre tantos eletrônicos pós modernos, não tinha sequer uma caneta. Meu amigo, com ironia, ficou só observando um certo desespero do executivo que, em silêncio, lamentava não ter uma simples ferramenta para conseguir preencher o tal questionário.

Meu amigo não teve dúvida. Ao terminar de preencher o questionário, guardou a caneta rapidamente no bolso, e fechou os olhos, fingindo cochilar um cochilo profundo. E pensou sarcasticamente: ‘Faz online e manda imprimir!’.
Sim, ele estava morrendo de inveja dos eletrônicos do vizinho de acento, e se vingou por ter uma simples caneta.

E assim acho que é o mundo de hoje.

Tive recentemente uma reunião de trabalho. Cheguei com uma agenda e uma caneta vermelha, e meu colega com o tablet. Enquanto minha caneta rabiscava o papel da agenda com as futuras providências, meu colega as registrava em tela LCD com as pontas dos dedos.

Teve uma vez que eu quis ser mais ‘prática’, e carreguei comigo meu laptop para uma reunião. Aquele trambolho do meu laptop, ocupando espaço na mesa! Sim, porque os laptops viraram rapidamente um trambolho. Assim como os eletrônicos de última geração do vizinho de acento do meu amigo já devem ter virado sucata, pois esta história me foi contada há uns dois, três anos, e, uau, como os eletrônicos progrediram de lá prá cá.

Hoje os celulares fazem de tudo. Tiram fotos, fazem vídeos, modificam as imagens, mandam emails, torpedos e fazem post em redes sociais. Até te ensinam o caminho! Adeus Guia! Quem precisa de você, quando se tem um celular como este?
Neste quesito, eu sou bem old fashioned! O meu celular é o mesmo há 6 anos. Nem câmera tem. Mas está funcionando bem, e eu não sinto falta de ter uma câmera no celular. E nem acesso à internet. E nem nada além do que meu simples celular me propõe.



Lembra-se antigamente, quando uma pessoa comprava a preço altíssimo uma linha de telefone, e a mantinha para a vida toda? O que hoje em dia as pessoas mantêm para a vida toda?

Em se tratando de eletrônicos: nada! As TVs hoje são fininhas, e as pessoas abandonam seu velho aparelho porque as fininhas são melhores. Sim, porque devem ser melhores, muito melhores, a ponto das pessoas gerarem tanto lixo e sucata eletrônica em prol de uma nova aquisição. Há quem diga que a TV antiga não combina com o sofá.
Minha TV é de tubo. Não pretendo me livrar dela tão cedo. A imagem dela é boa, o som dela é bom. Está tudo bem. E combina com meu sofá.



Meu telefone fixo é com fio. Acho melhor, porque não preciso ficar trocando a bateria de tempos em tempos, e gero assim, menos lixo tóxico ao planeta.
Sim, eu me preocupo com essas coisas. São pequenas, se observarmos tudo ao redor, o tanto de lixo que os valores capitalistas impostos à sociedade geram, o tanto de lixo gerado pelas grandes indústrias, o tanto de poluição que o ‘progresso’ pós moderno cria. Sou só eu, com meu telefone de fio, minha TV de tubo e meu celular sem créditos. Ops, sem câmera.

Mas eu não me importo. E juro que não terei inveja de algum executivo sem caneta ao meu lado. Prometo emprestar a ele minha BIC vermelha, ok?
Sem ressentimentos pós modernos! Eu gosto mesmo é girassóis!
E tenho dito. Ou, tenho digitado, do meu lap top trambolho!

Ariadne Catanzaro

originalmente postado na coluna Conselhos da Loló, http://expressocatarina.blogspot.com/